eu não tava querendo ir pra Pisa, porque tinha preguiça de me deslocar só pra ver uma torre que eu já cansei de ver em fotos, mas quando fomos na estação descobrimos que o trem pra lá era só 5 euros e resolvemos ir. no fim das contas, valeu a pena! acabamos nos perdendo de Alma e nos atrasando 3 minutos pro trem. tivemos que esperar duas horas pelo outro trem, e aí eu fui comer pizza e uma menina na estação foi pedir dinheiro pra Clarissa e quando ela disse não a menina deu uma dedada hahaha. mas enfim, a cidade é bonita (as pontes e os prédios são uma gracinha, apesar de mal cuidada) e além de ser legal ver a torre ao vivo, as outras coisas ao lado são lindonas, ó:
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Pisa
eu não tava querendo ir pra Pisa, porque tinha preguiça de me deslocar só pra ver uma torre que eu já cansei de ver em fotos, mas quando fomos na estação descobrimos que o trem pra lá era só 5 euros e resolvemos ir. no fim das contas, valeu a pena! acabamos nos perdendo de Alma e nos atrasando 3 minutos pro trem. tivemos que esperar duas horas pelo outro trem, e aí eu fui comer pizza e uma menina na estação foi pedir dinheiro pra Clarissa e quando ela disse não a menina deu uma dedada hahaha. mas enfim, a cidade é bonita (as pontes e os prédios são uma gracinha, apesar de mal cuidada) e além de ser legal ver a torre ao vivo, as outras coisas ao lado são lindonas, ó:
Florença
o albergue de Florença também era super perto da estação, e eu simplesmente AMEI esse albergue, porque apesar de ser o mais barato em que eu já me hospedei, a localização era ótima, o dono era super simpático e prestativo e a gente ficou em um apartamento só pra nós três :O ou seja, além do nosso quarto com 3 camas e banheiro legal, tínhamos uma cozinha com pia, fogão, frigobar, mesa e sofá oO além de som, pra fazer a fiesta, hehe. muito mara!
fomos num bar que o dono do hostel recomendou... chegando lá, escutamos "na sua boca eu viro fruta..." oO e eu nem me liguei em tipo "ok, estamos na Itália, não é muito normal que esteja tocando 'chupa que é de uva'", até que Clarissa comentou :P no fim das contas, era pq um menino de Goiás que trabalha em Florença há alguns anos é amigo do dono do bar e tava colocando as músicas ;) a galera do bar foi super simpática, conversamos em italiañol, ganhamos chupitos delícia por conta da casa e dormimos felizes :)
no dia seguinte, acordamos com chuva :~ pelo menos era o dia em que tínhamos reservado os ingressos pra Accademia e pra Galeria Uffizi. fomos nas duas e no caminho vimos o Duomo (ou seja, a catedral da cidade) lindão. ventava, fazia um frio danado (uns 4 graus, o mais frio da minha vida :P) e andar com o guarda-chuva não era nada prático... a chuva deixou nosso astral meio baixo, e pra completar eu tava morrendo de sono porque tinha acordado com dor de garganta e tomado um remédio que eu não lembrava que dava sonolência :( mas foi legal ver o Davi de Michelangelo, que é bem maior do que eu pensava e bem impressionante, e tinha coisas muito boas nas duas galerias, apesar de que eu fiquei saturada de "Madonna con Bambino" na Uffizi. essa galera não tinha noção do conceito de criatividade, né? pqp. mas enfim, depois do jantar delícia (trio de massas, todas ótimas :D) e do fim da chuva eu me senti bem melhor :D muitas lojas lá também, como em Veneza, uma tentação! :~
Florença também é muito pequena, mas ainda assim conseguimos nos perder: passamos pelo Dumo umas 6 vezes indo pro hostel, estávamos do lado dele e não percebemos, haha.

no outro dia, a alegria: sol!! depois de irmos na Accesorize (fiquei desesperada querendo comprar a loja inteeeira, mas me contentei com um colarzinho ^^), fomos num mercado legal, vimos o Duomo mais bonito com o céu azul e fomos na Ponte Vecchio, a ponte mais famosa da cidade, muuuito legal.

fomos então no Palazzo Pitti, onde moraram os Médici, onde vimos o Museu de Costumes (roupas através dos séculos, muito bom), o jardim (lindo!!) e um salão incrível que era onde a galera recebia os convidados pra os eventos da corte ou sei lá o quê, e era toodo pintado com figuras da mitologia grega e tal, com uma técnica de pintura ilusionista, que dava a impressão de ser em alto-relevo, adoreei.

Duomo
depois fomos na Piazzale Michelangelo, uma parte mais afastada em que, depois de subir um monte de ladeira e escada, você tem uma vista massa da cidade ^^ ficamos invejando um casalzinho feliz que se amava fofamente :~ hahaha

da Piazzale Michelangelo
depois de jantar, comprar passagens de trem pro outro dia e descansar, fomos procurar um bar legal e acabamos achando uma feirinha maaassa, com salsichão, crepe de nutella com banana (comi, tava deli!), um barzinho em formato de carrossel, coisinhas super lindas pra comprar e pessoas agasalhadas e felizes comendo em mesinhas de piquenique com foguinhos do lado ^^ fiquei super encantada :))
fomos num bar que o dono do hostel recomendou... chegando lá, escutamos "na sua boca eu viro fruta..." oO e eu nem me liguei em tipo "ok, estamos na Itália, não é muito normal que esteja tocando 'chupa que é de uva'", até que Clarissa comentou :P no fim das contas, era pq um menino de Goiás que trabalha em Florença há alguns anos é amigo do dono do bar e tava colocando as músicas ;) a galera do bar foi super simpática, conversamos em italiañol, ganhamos chupitos delícia por conta da casa e dormimos felizes :)
no dia seguinte, acordamos com chuva :~ pelo menos era o dia em que tínhamos reservado os ingressos pra Accademia e pra Galeria Uffizi. fomos nas duas e no caminho vimos o Duomo (ou seja, a catedral da cidade) lindão. ventava, fazia um frio danado (uns 4 graus, o mais frio da minha vida :P) e andar com o guarda-chuva não era nada prático... a chuva deixou nosso astral meio baixo, e pra completar eu tava morrendo de sono porque tinha acordado com dor de garganta e tomado um remédio que eu não lembrava que dava sonolência :( mas foi legal ver o Davi de Michelangelo, que é bem maior do que eu pensava e bem impressionante, e tinha coisas muito boas nas duas galerias, apesar de que eu fiquei saturada de "Madonna con Bambino" na Uffizi. essa galera não tinha noção do conceito de criatividade, né? pqp. mas enfim, depois do jantar delícia (trio de massas, todas ótimas :D) e do fim da chuva eu me senti bem melhor :D muitas lojas lá também, como em Veneza, uma tentação! :~
Florença também é muito pequena, mas ainda assim conseguimos nos perder: passamos pelo Dumo umas 6 vezes indo pro hostel, estávamos do lado dele e não percebemos, haha.
no outro dia, a alegria: sol!! depois de irmos na Accesorize (fiquei desesperada querendo comprar a loja inteeeira, mas me contentei com um colarzinho ^^), fomos num mercado legal, vimos o Duomo mais bonito com o céu azul e fomos na Ponte Vecchio, a ponte mais famosa da cidade, muuuito legal.
fomos então no Palazzo Pitti, onde moraram os Médici, onde vimos o Museu de Costumes (roupas através dos séculos, muito bom), o jardim (lindo!!) e um salão incrível que era onde a galera recebia os convidados pra os eventos da corte ou sei lá o quê, e era toodo pintado com figuras da mitologia grega e tal, com uma técnica de pintura ilusionista, que dava a impressão de ser em alto-relevo, adoreei.
Duomo
depois fomos na Piazzale Michelangelo, uma parte mais afastada em que, depois de subir um monte de ladeira e escada, você tem uma vista massa da cidade ^^ ficamos invejando um casalzinho feliz que se amava fofamente :~ hahaha
da Piazzale Michelangelo
depois de jantar, comprar passagens de trem pro outro dia e descansar, fomos procurar um bar legal e acabamos achando uma feirinha maaassa, com salsichão, crepe de nutella com banana (comi, tava deli!), um barzinho em formato de carrossel, coisinhas super lindas pra comprar e pessoas agasalhadas e felizes comendo em mesinhas de piquenique com foguinhos do lado ^^ fiquei super encantada :))
Veneza
quarta passada pegamos o avião pra Bérgamo, eu, Clarissa e Alma (amiga de Clarissa, mexicana).
ao chegar em Bérgamo descobrimos que o melhor jeito de chegar em Veneza era pegando um trem de Brescia. compramos os bilhetes pra ir de ônibus pra lá e enquanto esperávamos fomos comer, tantantantan, pizza :D pizza de lojinha de aeroporto, mas ok, não deixava de ser pizza italiana ;) o desafio foi pedir dois diferentes "menus" e três diferentes sabores de pizza em italiano, já que a mulher (apesar de trabalhar num aeroporto) não falava inglês nem espanhol. depois disso, mais episódios pra provar que eu não tava, como me disseram, querendo "abraçar o mundo" quando inventei de aprender algumas coisas em italiano e que não, nem todo mundo no mundo fala inglês. com o motorista do ônibus, o vendedor de bilhetes de trem e a galera da estação tivemos que nos comunicar por palavras soltas e gestos. meio bizarro, mas funcionou :)
no ônibus pra Brescia, mesmo morrendo de sono, não consegui fechar os olhos: as paisagens eram lindas, o sol tava se pondo lindamente e eu tava na Itália, porra! :D
às 18h35, quase 10 horas depois de sair de casa aqui em Sevilla, entrávamos no trem pra cidade que eu pensava estar alagada :)
crises de riso ao chegar, tentando abrir as portas do velho trem regional e arrastar as malas ao mesmo tempo, no trem vazio e estação vazia e assustadora. mas foi tudo mara, especialmente ao sair da estação e dar de cara com a água!! meu Deus, água em vez de ruas, que coisa louca. hahaha.
o hotel (sim, era um hotel!) ficava beem em frente à estação, o que foi maravilhoso. e melhor ainda foi chegar e encontrar um céu sem nuvens (e com a lua cheia e linda!), depois de ter visto notícias tipo essa.
o hotel tinha uma decoração super romântica, txipo principessa ;P uma graça! fomos dar uma volta pela cidade, jantamos num restaurante bonitinho e fomos dormir.. numa quarta à noite, não tinha muita badalação na cidade.
no dia seguinte, paguei DOIS EUROS por um mapa ¬¬ e achamos que a Piazza San Marco tava longe, mas lembramos que Veneza devia ser um ovo, assim como as cidades da Andalucía, e de fato é ;) caminhamos pela cidade, emocionadas com o que sempre vimos nas fotos mas pessoalmente é diferente :D gondoleiros, pontes, trattorias lindinhas ^^ e nem nos perdemos, apesar de terem me dito que é quase impossível não se perder.
Basílica di San Marco
chegando na Piazza San Marco, entramos na Basílica di San Marco - mais linda por fora do que por dentro. depois de ver o Campanário e a galera sendo atacada pelos pombos (meio hitchcockiano, Clarissa levou uns sustos e Alma achou que ia morrer), fomos pra frente do Palazzo Ducale, pra minha parte preferida da cidade! uma área aberta cheia de gôndolas e barquinhos, barraquinhas de souvernir, velhinhos fofinhos, banquinhos. paisagem lindíssima, sol e um friozinho gostoso. ficamos um tempão por lá, super amei (L).
depois de almoçar, fomos voltando pelas ruazinhas (repletas de lojas massa :~), compramos mantimentos no supermercado, pegamos nossas malas e fomos pegar nosso trem (Eurostar, a única opção, pagamos caro mas nos sentimos chiques haha) pra Florença :D
gostei mais de Veneza do que esperava, imaginava uma coisa meio claustrofóbica e fedida :P e forçosamente romântica. mas apesar de ser um lugar que vive só pro turismo e pra essa idéia clichê dele mesmo e que pode muito bem ser visto em um só dia, achei a cidade encantadora, muito linda mesmo ^^
sábado, 28 de novembro de 2009
não é só saudade
bateu agora com tooooda força essa danada da saudade. mas nem é bem saudade do Brasil, de Recife, da minha casa, do meu quarto, dos meus hábitos. com isso não é tão difícil conviver, porque eu sei que logo mais eu volto pra tudinho. o problema é que essa saudade que veio foi a saudade do jeito que eu mais odeio (rimei sem querer, foi mal): saudade do que nunca vai se repetir, saudade do que não existe mais, saudade do "era feliz e não sabia".
começou com o que desde o começo do ano me incomodava: não estar na UFPE no sexto período, ou seja, não pagar jornal laboratório, introdução a tv e fotojornalismo com minha turma. porque 85% do que me fazia ser feliz naquela faculdade era minha turma, e pensar que minha escolha (muito acertada, mas - como tudo na vida - com conseqüências complicadas) de vir pra cá me fez perder uma boa parte disso. eu não tenho pressa de me formar (até porque não faço idéia do que fazer da minha vida quando isso acontecer), mas odeio pensar que minha grade vai ficar uma confusão devido ao fato de que jornalismo só tem uma entrada e odeio mais ainda saber que vou fazer os trabalhos estressantes (e nos quais aparentemente eu vou finalmente aprender alguma coisa) sem minhas pessoinhas.
mas a crise não parou aí: continuou quando eu inventei de ir mexer no meu álbum do Orkut e abri, depois de muuito tempo, os meus álbuns "antigas" e "recentes" (referindo-se a meus amigos ;P). o segundo só fez aumentar a saudade dos primeiros períodos de faculdade, absurdamente divertidos e lotados de carinho e risadagem, o que já vinha mudando há algum tempo (o povo vai trabalhando e ficando sério, é foda :P). e o primeiro abriu as portas pra mais desespero: ver retratos de momentos tão bons com minhas amigas antigas e lindas me lembrou que cada vez mais deixamos de ser o que éramos. espero que continuemos uma coisa boa, já que meu carinho por cada uma é igualzinho, mas é sempre bizarro pensar nos caminhos que toma a vida e nas mudanças que chegam sem que a gente queira, às vezes. pensar que uma delas vai simbora daqui a 3 dias e só volta uns 10 meses depois de eu voltar pro Brasil e que nesse meio tempo, durante seis meses eu vou ficar duplamente órfã de amigas só piora tudo :(
e, como minha cabeça é um redemoinho de nóias, é claro que uma coisa sempre puxa a outra. ao pensar em como eu queria tar na despedida da minha querida agora lá no Capibar, pensei também que queria muitíssimo ter estado hoje no casamento do meu pai, em Gravatá. um dia tão importante pra ele e eu aqui longe... e daí brota também a nóia que já tinha surgido numa conversa algumas horas atrás, com as meninas daqui: quando eu voltar pra casa, vai ser bizarro me acostumar a não viver mais com meus compañeros de piso. ainda mais porque minha vida toda eu nunca tive com quem tomar café e almoçar, nunca tive casa cheia, e já me acostumei tanto a essa nova realidade que quando o pessoal foi pro Marrocos e só ficamos eu e Raquel aqui, chegar da faculdade no silêncio era meio vazio (mas você foi uma ótima companhia, Quel, mesmo roubando minha fita adesiva). sempre adorei a tranquilidade da minha casa, ter o meu espaço, poder ficar meio desvestida por aí (hehe), estudar em paz, essas coisas. mas tenho certeza de que além da saudade de todas as coisas de cada um daqui, vou sentir minha casa bem vazia, pelo menos no começo. e a cereja do bolo: o apartamento de Ju tá quase pronto, e vou começar a viver sem minha irmãzinha.
boa sorte pra mim, beijos
começou com o que desde o começo do ano me incomodava: não estar na UFPE no sexto período, ou seja, não pagar jornal laboratório, introdução a tv e fotojornalismo com minha turma. porque 85% do que me fazia ser feliz naquela faculdade era minha turma, e pensar que minha escolha (muito acertada, mas - como tudo na vida - com conseqüências complicadas) de vir pra cá me fez perder uma boa parte disso. eu não tenho pressa de me formar (até porque não faço idéia do que fazer da minha vida quando isso acontecer), mas odeio pensar que minha grade vai ficar uma confusão devido ao fato de que jornalismo só tem uma entrada e odeio mais ainda saber que vou fazer os trabalhos estressantes (e nos quais aparentemente eu vou finalmente aprender alguma coisa) sem minhas pessoinhas.
mas a crise não parou aí: continuou quando eu inventei de ir mexer no meu álbum do Orkut e abri, depois de muuito tempo, os meus álbuns "antigas" e "recentes" (referindo-se a meus amigos ;P). o segundo só fez aumentar a saudade dos primeiros períodos de faculdade, absurdamente divertidos e lotados de carinho e risadagem, o que já vinha mudando há algum tempo (o povo vai trabalhando e ficando sério, é foda :P). e o primeiro abriu as portas pra mais desespero: ver retratos de momentos tão bons com minhas amigas antigas e lindas me lembrou que cada vez mais deixamos de ser o que éramos. espero que continuemos uma coisa boa, já que meu carinho por cada uma é igualzinho, mas é sempre bizarro pensar nos caminhos que toma a vida e nas mudanças que chegam sem que a gente queira, às vezes. pensar que uma delas vai simbora daqui a 3 dias e só volta uns 10 meses depois de eu voltar pro Brasil e que nesse meio tempo, durante seis meses eu vou ficar duplamente órfã de amigas só piora tudo :(
e, como minha cabeça é um redemoinho de nóias, é claro que uma coisa sempre puxa a outra. ao pensar em como eu queria tar na despedida da minha querida agora lá no Capibar, pensei também que queria muitíssimo ter estado hoje no casamento do meu pai, em Gravatá. um dia tão importante pra ele e eu aqui longe... e daí brota também a nóia que já tinha surgido numa conversa algumas horas atrás, com as meninas daqui: quando eu voltar pra casa, vai ser bizarro me acostumar a não viver mais com meus compañeros de piso. ainda mais porque minha vida toda eu nunca tive com quem tomar café e almoçar, nunca tive casa cheia, e já me acostumei tanto a essa nova realidade que quando o pessoal foi pro Marrocos e só ficamos eu e Raquel aqui, chegar da faculdade no silêncio era meio vazio (mas você foi uma ótima companhia, Quel, mesmo roubando minha fita adesiva). sempre adorei a tranquilidade da minha casa, ter o meu espaço, poder ficar meio desvestida por aí (hehe), estudar em paz, essas coisas. mas tenho certeza de que além da saudade de todas as coisas de cada um daqui, vou sentir minha casa bem vazia, pelo menos no começo. e a cereja do bolo: o apartamento de Ju tá quase pronto, e vou começar a viver sem minha irmãzinha.
boa sorte pra mim, beijos
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Festival de Cine Europeo
entre os dias 6 e 14 desse mês (é, tou postando com um certo atraso :P) aconteceu em Sevilla o Festival de Cine Europeo.
o festival homenageou o cinema britânico e o cineasta espanhol Fernando Trueba. "El baile de la Victoria", seu último filme, foi exibido - ele concorrerá ao Oscar e estréia nos cinemas essa sexta.
também passou "Triage", com Colin Farrell (que tava aqui - hollywood bombando em Sevilla, agora é a vez de Tom Cruise e Cameron Diaz) e Paz Vega (sevillana!)
‘Lourdes’, da diretora austríaca Jessica Hausner, ganhou o Giraldillo de Oro, como melhor filme.
eu não vi nenhum desses três, nem outros que queria ver, como "La Joven de las Naranjas" (do livro de Jostein Gaarder) e Partir (com Kristin Scott Thomas), porque os ingressos tavam super disputados. mas consegui ver dois: "Les Herbes Folles' (ou La Mala Hierba, ou Wild Grass), de Alan Resnais, e "Everlasting Moments", produção dinamarquesa/sueca/norueguesa/finlandesa.
o primeiro é mó doidão :) um cara acha uma carteira na rua, e disso surge uma espécie de aventura romântica que mexe com a rotina de todos os envolvidos. não gostei muito, apesar de ter achado interessantes alguns recursos da filmagem (foi a adaptação de um livro), mas uma coisa achei massa: o filme demorou um pouco pra começar, porque tavam ajeitando as legendas, e aí uma das atrizes, Anne Consigny (ela fez "O Escafandro e a Borboleta", liindo), ficou com o microfone contando anedotas pra distrair a galhera :) ela ficou em pé bem do nosso lado e era uma fofa. falou umas coisas meio bizarrinhas e disse que Resnais, mesmo com 80 e tantos anos, parece uma criança: sempre fica preocupado achando que ninguém vai ver o filme, que ninguém vai gostar, etc. ela foi engraçada, isso e a experiência do festival fizeram valer muito a pena.

Anne Consigny embaçada :P
"Everlasting Moments", por outro lado, é lindíssimo. na Suécia, no começo dos anos 90, uma mulher vive com um monte de filhos e um marido alcóolatra e infiel. atravessando momentos super difíceis, ela encontra uma velha câmera fotográfica que tinha sido prêmio em um sorteio muito tempo antes, e a câmera faz com que ela veja o mundo com outros olhos. o filme é super triste e extremamente lindo, especialmente pela complexidade da relação dela com o marido, que nos bons momentos parece outra pessoa. eu e Nat amamos e super recomendamos ;)

com o pessoal na frente do Teatro Lope de Vega
o festival homenageou o cinema britânico e o cineasta espanhol Fernando Trueba. "El baile de la Victoria", seu último filme, foi exibido - ele concorrerá ao Oscar e estréia nos cinemas essa sexta.
também passou "Triage", com Colin Farrell (que tava aqui - hollywood bombando em Sevilla, agora é a vez de Tom Cruise e Cameron Diaz) e Paz Vega (sevillana!)
‘Lourdes’, da diretora austríaca Jessica Hausner, ganhou o Giraldillo de Oro, como melhor filme.
eu não vi nenhum desses três, nem outros que queria ver, como "La Joven de las Naranjas" (do livro de Jostein Gaarder) e Partir (com Kristin Scott Thomas), porque os ingressos tavam super disputados. mas consegui ver dois: "Les Herbes Folles' (ou La Mala Hierba, ou Wild Grass), de Alan Resnais, e "Everlasting Moments", produção dinamarquesa/sueca/norueguesa/finlandesa.
o primeiro é mó doidão :) um cara acha uma carteira na rua, e disso surge uma espécie de aventura romântica que mexe com a rotina de todos os envolvidos. não gostei muito, apesar de ter achado interessantes alguns recursos da filmagem (foi a adaptação de um livro), mas uma coisa achei massa: o filme demorou um pouco pra começar, porque tavam ajeitando as legendas, e aí uma das atrizes, Anne Consigny (ela fez "O Escafandro e a Borboleta", liindo), ficou com o microfone contando anedotas pra distrair a galhera :) ela ficou em pé bem do nosso lado e era uma fofa. falou umas coisas meio bizarrinhas e disse que Resnais, mesmo com 80 e tantos anos, parece uma criança: sempre fica preocupado achando que ninguém vai ver o filme, que ninguém vai gostar, etc. ela foi engraçada, isso e a experiência do festival fizeram valer muito a pena.

Anne Consigny embaçada :P
"Everlasting Moments", por outro lado, é lindíssimo. na Suécia, no começo dos anos 90, uma mulher vive com um monte de filhos e um marido alcóolatra e infiel. atravessando momentos super difíceis, ela encontra uma velha câmera fotográfica que tinha sido prêmio em um sorteio muito tempo antes, e a câmera faz com que ela veja o mundo com outros olhos. o filme é super triste e extremamente lindo, especialmente pela complexidade da relação dela com o marido, que nos bons momentos parece outra pessoa. eu e Nat amamos e super recomendamos ;)

com o pessoal na frente do Teatro Lope de Vega
flamenco!
"o flamenco é um estilo musical e um tipo de dança fortemente influenciado pela cultura cigana, mas que tem raízes mais profundas na cultura musical mourisca, influência de árabes e judeus. a cultura do flamenco é associada principalmente à Andaluzia na Espanha, e tornou-se um dos ícones da música espanhola", diz o sábio Wikipedia.
o flamenco é uma mistura de canto, violão, palmas, sapateado, vestidos exuberantes e um nãoseioquê bem carregado de paixão. até onde eu sei, as suas origens não são muito bem definidas, mas ele tá super ligado a Sevilla. ainda não tive muita oportunidade de ver o quanto essa cultura tá realmente enraizada no povo andaluz, mas fui duas vezes à Carboneria (um local com entrada gratuita e apresentações de flamenco em uma terraza coberta cheia de bancos e mesas que parecem aqueles de piquenique - na entrada, tem um bar com paredes de pedra, bem legal) e vi duas diferentes bailaoras dançando; gostei e fiquei querendo mais.

não entendo absolutamente nada de dança, mas ok, o blog é meu, vou falar das minhas impressões leigas: o lugar é bem turístico, os músicos aparentemente não são tão bons, a segunda das bailaoras que eu vi não chegava aos pés da primeira. mas de todo jeito, fiquei encantada com a magia (na falta de uma palavra menos brega) dessa música, que parecia me transportar pra uma outra época, e com a força dessa dança, que não me pareceu só cheia de paixão (fica fácil pra muita gente fazer uma comparação automática com o tango), mas de dor. fiquei pensando de onde pode vir toda essa angústia que ela parecia sentir, e pensando que sem ela o espetáculo não teria metade da beleza que teve.
além disso, vale ressaltar que essas mulheres têm um corpo incrível e uma habilidade impressionante pra sapatear loucamente sem mover nada da cintura pra cima oO vale a pena! :)
o flamenco é uma mistura de canto, violão, palmas, sapateado, vestidos exuberantes e um nãoseioquê bem carregado de paixão. até onde eu sei, as suas origens não são muito bem definidas, mas ele tá super ligado a Sevilla. ainda não tive muita oportunidade de ver o quanto essa cultura tá realmente enraizada no povo andaluz, mas fui duas vezes à Carboneria (um local com entrada gratuita e apresentações de flamenco em uma terraza coberta cheia de bancos e mesas que parecem aqueles de piquenique - na entrada, tem um bar com paredes de pedra, bem legal) e vi duas diferentes bailaoras dançando; gostei e fiquei querendo mais.

não entendo absolutamente nada de dança, mas ok, o blog é meu, vou falar das minhas impressões leigas: o lugar é bem turístico, os músicos aparentemente não são tão bons, a segunda das bailaoras que eu vi não chegava aos pés da primeira. mas de todo jeito, fiquei encantada com a magia (na falta de uma palavra menos brega) dessa música, que parecia me transportar pra uma outra época, e com a força dessa dança, que não me pareceu só cheia de paixão (fica fácil pra muita gente fazer uma comparação automática com o tango), mas de dor. fiquei pensando de onde pode vir toda essa angústia que ela parecia sentir, e pensando que sem ela o espetáculo não teria metade da beleza que teve.
além disso, vale ressaltar que essas mulheres têm um corpo incrível e uma habilidade impressionante pra sapatear loucamente sem mover nada da cintura pra cima oO vale a pena! :)
domingo, 22 de novembro de 2009
jantar belga
Debs em Barcelona :D
pra inaugurar a seção vídeosdoamor, vai um de Debs em Barcelona sofrendo com saudades das comidinhas de Sevilla (já que Barcelona foi super size me week, né)
Débora Sofrida
Débora Sofrida
sábado, 21 de novembro de 2009
nos queda poco tiempo
essa é a sensação que eu tenho sentido todos os dias :(
tá certo que só se passaram 2 meses e ainda tem mais 3 e meio, mas eu tou chegando cada vez mais à conclusão de que não, um ano fora de casa não é tanto tempo. não quando você tá realmente bem onde você tá e com as pessoas com quem você tá. achei que a saudade ia ser uma coisa muito mais dolorida (não, Pires, não tou esnobando o Recife e muito menos as minhas pessoas queridas por aí :P), achei que a sensação de tar perdendo a vida que acontece por lá ia ser muito ruim. mas agora (ainda mais agora que eu sei que mi amor vai vir passar quase um mês comigo!) eu só consigo pensar que gostaria de ficar mais.
acho que é "pior" porque esse semestre louco dessa galera de "primeiro mundo" tem o fim do ano no meio, o que quebra tudo. fico pensando que em menos de duas semanas eu vou pra Itália e Débs e LP vão pra Portugal, e 10 dias depois de eu voltar Zé vai chegar (L) e vamos pra Londres, e no dia em que ele chega Débs e LP vão simbora também, e 5 dias antes Natália e Raquel vão ter se jogado no mundo. todo mundo só volta em janeiro (menos eu, que vou passar Noche Vieja na minha Sevilla mesmo), pra estudar feito louco pras provas e viajar de novo em fevereiro, cada um com sua família. ou seja: nos queda muy poco tiempo de rotina, dessa vidinha que rapidamente eu aprendi a amar em todos os seus detalhes, desde o ônibus pra faculdade e os churros com chocolate aos momentos de comilança na sala e os gringos fofinhos. é claro que ter visitas e viagens pra agitar totalmente a rotina é super divertido, muito bom mesmo, mas parte de mim se sente um pouco como se fosse um tempo de férias (a outra parte tá ocupada estudando - mais do que no Brasil, vale ressaltar), e não um negócio mais "concreto".
juro que sei que não posso reclamar; inclusive agradeço a Deus silenciosamente todos os dias quando acordo, me sinto totalmente em casa e penso com um sorriso no rosto em qualquer coisa que eu tenha pra fazer durante o dia (exceto lavar o banheiro). mas sempre arrumamos um jeito de querer mais, né? e o meu querer mais era mais 5 meses aqui. mas essa vontade também não dói (ó como eu tou com sorte!), porque ao mesmo tempo a vontade de continuar minha vida em Recife é grande. até porque, preciso trabalhar pra juntar dinheiro e viajar de novo, né? ;)
tá certo que só se passaram 2 meses e ainda tem mais 3 e meio, mas eu tou chegando cada vez mais à conclusão de que não, um ano fora de casa não é tanto tempo. não quando você tá realmente bem onde você tá e com as pessoas com quem você tá. achei que a saudade ia ser uma coisa muito mais dolorida (não, Pires, não tou esnobando o Recife e muito menos as minhas pessoas queridas por aí :P), achei que a sensação de tar perdendo a vida que acontece por lá ia ser muito ruim. mas agora (ainda mais agora que eu sei que mi amor vai vir passar quase um mês comigo!) eu só consigo pensar que gostaria de ficar mais.
acho que é "pior" porque esse semestre louco dessa galera de "primeiro mundo" tem o fim do ano no meio, o que quebra tudo. fico pensando que em menos de duas semanas eu vou pra Itália e Débs e LP vão pra Portugal, e 10 dias depois de eu voltar Zé vai chegar (L) e vamos pra Londres, e no dia em que ele chega Débs e LP vão simbora também, e 5 dias antes Natália e Raquel vão ter se jogado no mundo. todo mundo só volta em janeiro (menos eu, que vou passar Noche Vieja na minha Sevilla mesmo), pra estudar feito louco pras provas e viajar de novo em fevereiro, cada um com sua família. ou seja: nos queda muy poco tiempo de rotina, dessa vidinha que rapidamente eu aprendi a amar em todos os seus detalhes, desde o ônibus pra faculdade e os churros com chocolate aos momentos de comilança na sala e os gringos fofinhos. é claro que ter visitas e viagens pra agitar totalmente a rotina é super divertido, muito bom mesmo, mas parte de mim se sente um pouco como se fosse um tempo de férias (a outra parte tá ocupada estudando - mais do que no Brasil, vale ressaltar), e não um negócio mais "concreto".
juro que sei que não posso reclamar; inclusive agradeço a Deus silenciosamente todos os dias quando acordo, me sinto totalmente em casa e penso com um sorriso no rosto em qualquer coisa que eu tenha pra fazer durante o dia (exceto lavar o banheiro). mas sempre arrumamos um jeito de querer mais, né? e o meu querer mais era mais 5 meses aqui. mas essa vontade também não dói (ó como eu tou com sorte!), porque ao mesmo tempo a vontade de continuar minha vida em Recife é grande. até porque, preciso trabalhar pra juntar dinheiro e viajar de novo, né? ;)
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
recebendo visitas parte 2 + fiesta brasileña
como aqui no nosso piso o negócio é alta rotatividade, mais um post sobre visitas ;)
sexta e sábado chegaram aqui pra passar uns dias Mirella, amiga de Débora que tá estudando em Paris, Bruno Nery, amigo de todo mundo por diferentes motivos :P que tá estudando em Toulouse e Freya, amiga belga de Bruno que mora na mesma residência que ele. resultado: quase nenhum tempo pra estudar e confusão linguística pela casa.
pra aproveitar a galhera, fizemos aqui em casa um almoço brasileiro com camarão ao leite de côco no sábado (LP aprendeu a cozinhar lá em Alcalá, haha) e uma festinha brasileira no domingo :D pra festinha, chamamos ainda Jeremy (amigo francês de LP), Anna e Lauren (alemãs) e Christelle (minha miguxa de intercâmbio, que trouxe chocolates suiços delícia ^^). foi óóótimo! praticamente tudo que eu queria por aqui :) botamos samba, pagode e funk pra os gringos conhecerem nossa cultura hahaha. LP ofereceu a cachaça chique envelhecida dele, e Natália fez caipirinhas pra galera provar. cantamos, rimos e misturamos loucamente português, espanhol, francês e inglês (Freya não fala espanhol e Christelle não fala inglês, não foi tão fácil conciliar conversas :P), foi muito muito bom. Freya perguntou se no Brasil a gente tinha esse costume de começar a beber às 12h e arrastar a festa atééé mais tarde... ela disse que na Bélgica a galera só sai pra jantar e pronto, imaginem ;~ haha

segunda, Freya (que é uma fofa) fez um jantar belga pra nós :D cozinhou um negócio que eu não sei como se escreve mas era gostoso, comprou cervejas belgas e sorvete delícia. foi ótimo ^^

e ontem LP fez ainda mais um jantar de camarão ao leite de côco, dessa vez pra o amigo sevillano dele, Salvador, e sua namorada italiana.
Mirella foi embora segunda (mas volta semana que vem :D) e Bruno e Freya vão logo mais... vou ficar com saudaaaade.
mais uma vez, eu repito: cadê meus amigos que não vêm se hospedar aqui??
sexta e sábado chegaram aqui pra passar uns dias Mirella, amiga de Débora que tá estudando em Paris, Bruno Nery, amigo de todo mundo por diferentes motivos :P que tá estudando em Toulouse e Freya, amiga belga de Bruno que mora na mesma residência que ele. resultado: quase nenhum tempo pra estudar e confusão linguística pela casa.
pra aproveitar a galhera, fizemos aqui em casa um almoço brasileiro com camarão ao leite de côco no sábado (LP aprendeu a cozinhar lá em Alcalá, haha) e uma festinha brasileira no domingo :D pra festinha, chamamos ainda Jeremy (amigo francês de LP), Anna e Lauren (alemãs) e Christelle (minha miguxa de intercâmbio, que trouxe chocolates suiços delícia ^^). foi óóótimo! praticamente tudo que eu queria por aqui :) botamos samba, pagode e funk pra os gringos conhecerem nossa cultura hahaha. LP ofereceu a cachaça chique envelhecida dele, e Natália fez caipirinhas pra galera provar. cantamos, rimos e misturamos loucamente português, espanhol, francês e inglês (Freya não fala espanhol e Christelle não fala inglês, não foi tão fácil conciliar conversas :P), foi muito muito bom. Freya perguntou se no Brasil a gente tinha esse costume de começar a beber às 12h e arrastar a festa atééé mais tarde... ela disse que na Bélgica a galera só sai pra jantar e pronto, imaginem ;~ haha
segunda, Freya (que é uma fofa) fez um jantar belga pra nós :D cozinhou um negócio que eu não sei como se escreve mas era gostoso, comprou cervejas belgas e sorvete delícia. foi ótimo ^^
e ontem LP fez ainda mais um jantar de camarão ao leite de côco, dessa vez pra o amigo sevillano dele, Salvador, e sua namorada italiana.
Mirella foi embora segunda (mas volta semana que vem :D) e Bruno e Freya vão logo mais... vou ficar com saudaaaade.
mais uma vez, eu repito: cadê meus amigos que não vêm se hospedar aqui??
intercâmbio de idiomas
achei mara essa prática do Instituto de Idiomas da Universidad de Sevilla: organizar intercâmbios de idiomas entre os alunos interessados em praticar outra língua.
me inscrevi no de espanhol e no de francês, e uma vez por semana converso com uma nativa nessas respectivas línguas e na outra vez falamos em português, língua que elas tão aprendendo :)
minha colega de intercâmbio de francês é Christelle. ela é de uma cidade perto de Nancy, tá na Espanha há dois anos, quer ir pro Brasil quando terminar a faculdade e tá doida pra saber sobre nossa cultura e é um amooor.
minha colega de intercâmbio de espanhol é Maria. ela é sevillana, quer aprender português pra ir de Erasmus pra Lisboa (pra onde ela vai frequentemente com as amigas) e é do txipo extrovertida-simpáticaallthetime. como tem muito mais brasileiro/português querendo aprender espanhol que vice-versa, nesse caso o intercâmbio é em trios, e também tá com a gente um menino de jornalismo da UFPE, mas ele não foi pro primeiro encontro.
adorei as duas, e acho que vai ser massa! não só pra praticar o idioma e tirar dúvidas, mas pra fazer amigos, né ;) Christelle já veio até aqui pra casa, mas essa parte eu conto em outro post.

eu e Christelle mostrando a primeira caipirinha da sua vida
me inscrevi no de espanhol e no de francês, e uma vez por semana converso com uma nativa nessas respectivas línguas e na outra vez falamos em português, língua que elas tão aprendendo :)
minha colega de intercâmbio de francês é Christelle. ela é de uma cidade perto de Nancy, tá na Espanha há dois anos, quer ir pro Brasil quando terminar a faculdade e tá doida pra saber sobre nossa cultura e é um amooor.
minha colega de intercâmbio de espanhol é Maria. ela é sevillana, quer aprender português pra ir de Erasmus pra Lisboa (pra onde ela vai frequentemente com as amigas) e é do txipo extrovertida-simpáticaallthetime. como tem muito mais brasileiro/português querendo aprender espanhol que vice-versa, nesse caso o intercâmbio é em trios, e também tá com a gente um menino de jornalismo da UFPE, mas ele não foi pro primeiro encontro.
adorei as duas, e acho que vai ser massa! não só pra praticar o idioma e tirar dúvidas, mas pra fazer amigos, né ;) Christelle já veio até aqui pra casa, mas essa parte eu conto em outro post.
eu e Christelle mostrando a primeira caipirinha da sua vida
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Jostein Gaarder fofinho
A Garota das Laranjas, de Jostein Gaarder (é, aquele de O Mundo de Sofia), foi adaptado pro cinema e tá passando no Festival de Cine Europeo de Sevilla. tal fato fez com que Jostein (tô íntima) fosse hoje falar na FNAC sobre o livro e o filme, e eu não fui bobinha e faltei aula pra ir pra lá :D
achei os três livros dele que já li muito bonitos, apesar de infantis, e como sou matuta achei surreal poder falar com um cara que eu sempre imaginei sentado numa mesa na Noruega escrevendo, super longe de mim ;) e valeu a pena, porque ele é um foooofo!
ele disse que quando tinha 11 anos, perguntou pro pai dele "você não acha muito estranho que o mundo exista?", e o pai fez pouco caso da pergunta, ao que ele respondeu "então você acha que o mundo é simplesmente normal?". o pai disse pra ele parar de falar nessas coisas, e ele disse que quando começou a escrever aos 20 anos sentiu como se fosse sua forma de vingança.
ele falou também que acha que sofia (do grego, sabedoria e tal) é um conceito feminino porque para as mulheres é muito importante entender as coisas, enquanto para os homens o mais importante é serem entendidos ;) e disse também, fofamente: "eu acordo toda manhã com um alien na minha cama, e esse alien sou eu. eu acho completamente misterioso que nós existamos" :)
enfim, foram uns 40 minutos de conversa, nada genial ou super enriquecedor, mas muuita simpatia e fofura. ele parece uma criança, deslumbrado com o mundo e encantado com os conceitos mais simples. achei lindo. e saí de lá com meu "La Joven de las Naranjas" autografado, depois de comentários sobre a beleza do Brasil :)

eu tiro essa foto fofinha de Raquel e Josteinzinho (e muitas outras)

e ela tira de mim essa escura e tronxa e vai embora ¬¬ tsc, tsc!
de lá, fui com Quel no 100 Montaditos, finalmente! na hora da badalação, lá fica lotado, porque vendem cañas (copos de cerveja) por 1 euro, além dos deliciosos montaditos (sanduichinhos) de vários sabores por até 1,50 :) comi dois e adorei! em seguida fomos conhecer a Biblioteca Pública, pela qual sempre passamos mas nunca entramos. a estrutura é muuuito massa e tem um bocado de livro legal, além de alguns bons dvds. vou me associar essa semana :]

eu e os montaditos
achei os três livros dele que já li muito bonitos, apesar de infantis, e como sou matuta achei surreal poder falar com um cara que eu sempre imaginei sentado numa mesa na Noruega escrevendo, super longe de mim ;) e valeu a pena, porque ele é um foooofo!
ele disse que quando tinha 11 anos, perguntou pro pai dele "você não acha muito estranho que o mundo exista?", e o pai fez pouco caso da pergunta, ao que ele respondeu "então você acha que o mundo é simplesmente normal?". o pai disse pra ele parar de falar nessas coisas, e ele disse que quando começou a escrever aos 20 anos sentiu como se fosse sua forma de vingança.
ele falou também que acha que sofia (do grego, sabedoria e tal) é um conceito feminino porque para as mulheres é muito importante entender as coisas, enquanto para os homens o mais importante é serem entendidos ;) e disse também, fofamente: "eu acordo toda manhã com um alien na minha cama, e esse alien sou eu. eu acho completamente misterioso que nós existamos" :)
enfim, foram uns 40 minutos de conversa, nada genial ou super enriquecedor, mas muuita simpatia e fofura. ele parece uma criança, deslumbrado com o mundo e encantado com os conceitos mais simples. achei lindo. e saí de lá com meu "La Joven de las Naranjas" autografado, depois de comentários sobre a beleza do Brasil :)
eu tiro essa foto fofinha de Raquel e Josteinzinho (e muitas outras)
e ela tira de mim essa escura e tronxa e vai embora ¬¬ tsc, tsc!
de lá, fui com Quel no 100 Montaditos, finalmente! na hora da badalação, lá fica lotado, porque vendem cañas (copos de cerveja) por 1 euro, além dos deliciosos montaditos (sanduichinhos) de vários sabores por até 1,50 :) comi dois e adorei! em seguida fomos conhecer a Biblioteca Pública, pela qual sempre passamos mas nunca entramos. a estrutura é muuuito massa e tem um bocado de livro legal, além de alguns bons dvds. vou me associar essa semana :]
eu e os montaditos
domingo, 8 de novembro de 2009
lo que me encanta en Sevilla
poder acordar tarde, fazer quase todas as refeições acompanhada, ir dormir tarde conversando e comendo, conhecer gente nova de vários países, misturar línguas e ficar super confusa, cantar músicas toscas brasileiras pros gringos, receber quase toda semana uma visita pra passar uns dias, mazelar nos parques, salir de tapas e comer coisinhas delícia sem gastar muito, encontrar pechinchas mara no supermercado, comer galletas tostadas Dia com geléia de morango Dia, entrar no ônibus e ainda ter jornal (distribuído gratuitamente) pra eu ler, andar com friozinho ouvindo música e sentir como se a rotina tivesse trilha sonora, a calle Betis, as pontes, a Plaza de España, a catedral, Puerta Jerez e adjacências como a calle Sierpes, a Vértice e a FNAC e seus mil livros de idiomas, meus colegas de piso lindos e maravilhosos (L) e nossa vidinha juntos, estudar francês com um monte de espanhol que já foi diversas vezes pra França, estudar espanhol com um monte de gringo que acha estranho as coisas que pra espanhóis e brasileiros são super naturais, intercâmbio de línguas, meu quarto e ficar deitada nele lendo, ir pra tooodo canto andando a qualquer hora do dia ou da noite, ouvir as pessoas falando expressões lindas em espanhol pela rua (especialmente as criancinhas ^^), ficar me sentindo uma anta por não entender o sotaque andaluz, ir na tabacaria toda semana comprar selos pra mandar postais pra mi amor, pessoas fofas tocando violino ou acordeón na rua, ir em lugares como a Carbonería, cozinhar um negócio e ver que surpreendentemente ficou uma deli, ir pras aulas de RI, estudar RI, sentar na grama no campus de Reina Mercedes e ler o El País, fazer listinhas no meu caderno de coisas pra fazer sendo que todas essas coisas são deli, pensar em Recife com uma saudade que não dói.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Córdoba
O ônibus pra Córdoba tava super vazio, então deu pra ficar cada uma com duas cadeiras e pudemos nos esparramar um pouco :) No caminho, vimos um castelo lindo que não sabemos o que era, um pôr-do-sol fuderoso e a lua cheia lá em cima. Clarissa ficou muito enjoada :(, mas fora isso a viagem foi tranqüila.

da janela do bus...
Chegando em Córdoba, eu me distraí e passamos da parada do ônibus :B Depois do enjôo de Clarissa, ter que andar mais do que o necessário pra chegar no albergue foi interpretado como um mal sinal, haha. Pelo menos o albergue também era bem legal, e depois de se arrumar a gente foi pra night. Ou melhor, procurar a night, que tava difícil de achar no domingo cordobês. Andamos um bocado e um monte de coisa tava fechada ou vazia... Sentamos numa praça meio feia que tinha vários bares de tapas em volta e pedimos a tapa típica de Córdoba, o flamenquin. Infelizmente as comidas nesse bar (acho que entre os vários lugares quase iguais dentre os quais ficamos em dúvida, escolhemos o pior) decepcionaram, mas pelo menos os garçons eram simpáticos (raridade). Ainda tentamos achar mais alguma coisa legal, mas acabamos indo pra um bar do lado do nosso albergue, o Sojo. O lugar é lindo, com sofás, pufes, cortinas, almofadas, etc. na cobertura de um prédio, muito massa. Mas as bebidas eram meio caras e a gente tava cansada, então não ficamos tanto tempo... Encontramos lá as meninas de Recife de Direito que tão em Sevilla, por coincidência elas tavam no mesmo hostel que a gente :]
No dia seguinte, nossa impressão de Córdoba melhorou muito. Fomos na mesquita/catedral, que é linda e impressiona principalmente pelo sincretismo (já que o lugar era uma mesquita e foi transformada em catedral, e é uma mistura enorme de "símbolos" de cada religião). Natália ficou revoltada (com razão) com o folheto explicativo, que vangloriava a parte católica do negócio, em detrimento da muçulmana...

mesquita/catedral
Depois fomos na Torre de La Calahorra, que fica na Ponte Romana, e além de ter uma vista legal da cidade, lá existe um museu muito fofo, o Museu Vivo de Al-Andaluz, que fala da época muçulmana na Andaluzia. O museu é bem interessante, com coisas como um áudio com os filósofos da época (que tavam representados em “estátuas”) falando, música e instrumentos da época e o mais legal: maquetes fuderosas das coisas lindas que a gente viu, como a Alhambra e a Mesquita de Córdoba. Adorei ^^

eu com os headphones charmosos do museu

um pedaço da maquete do palácio da Alhambra :)
De lá, passeamos pelo bairro judeu, comemos num bar de tapas e fomos pegar o trem – nesse não tinha mesinha, mas era bem confortável :) Chegamos em casa umas 22h30 e saímos pra encontrar uma amiga alemã de Natália, porque era aniversário dela... Rodamos atrás de um bar aberto no feriado, conversamos um pouco e fui dormir exausta e feliz :)
da janela do bus...
Chegando em Córdoba, eu me distraí e passamos da parada do ônibus :B Depois do enjôo de Clarissa, ter que andar mais do que o necessário pra chegar no albergue foi interpretado como um mal sinal, haha. Pelo menos o albergue também era bem legal, e depois de se arrumar a gente foi pra night. Ou melhor, procurar a night, que tava difícil de achar no domingo cordobês. Andamos um bocado e um monte de coisa tava fechada ou vazia... Sentamos numa praça meio feia que tinha vários bares de tapas em volta e pedimos a tapa típica de Córdoba, o flamenquin. Infelizmente as comidas nesse bar (acho que entre os vários lugares quase iguais dentre os quais ficamos em dúvida, escolhemos o pior) decepcionaram, mas pelo menos os garçons eram simpáticos (raridade). Ainda tentamos achar mais alguma coisa legal, mas acabamos indo pra um bar do lado do nosso albergue, o Sojo. O lugar é lindo, com sofás, pufes, cortinas, almofadas, etc. na cobertura de um prédio, muito massa. Mas as bebidas eram meio caras e a gente tava cansada, então não ficamos tanto tempo... Encontramos lá as meninas de Recife de Direito que tão em Sevilla, por coincidência elas tavam no mesmo hostel que a gente :]
No dia seguinte, nossa impressão de Córdoba melhorou muito. Fomos na mesquita/catedral, que é linda e impressiona principalmente pelo sincretismo (já que o lugar era uma mesquita e foi transformada em catedral, e é uma mistura enorme de "símbolos" de cada religião). Natália ficou revoltada (com razão) com o folheto explicativo, que vangloriava a parte católica do negócio, em detrimento da muçulmana...
mesquita/catedral
Depois fomos na Torre de La Calahorra, que fica na Ponte Romana, e além de ter uma vista legal da cidade, lá existe um museu muito fofo, o Museu Vivo de Al-Andaluz, que fala da época muçulmana na Andaluzia. O museu é bem interessante, com coisas como um áudio com os filósofos da época (que tavam representados em “estátuas”) falando, música e instrumentos da época e o mais legal: maquetes fuderosas das coisas lindas que a gente viu, como a Alhambra e a Mesquita de Córdoba. Adorei ^^
eu com os headphones charmosos do museu
um pedaço da maquete do palácio da Alhambra :)
De lá, passeamos pelo bairro judeu, comemos num bar de tapas e fomos pegar o trem – nesse não tinha mesinha, mas era bem confortável :) Chegamos em casa umas 22h30 e saímos pra encontrar uma amiga alemã de Natália, porque era aniversário dela... Rodamos atrás de um bar aberto no feriado, conversamos um pouco e fui dormir exausta e feliz :)
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